Mudança de planos
Quando estava finalizando meu curso de constelação familiar, no fim de semana dos dias 1 e 2 de fevereiro de 2020 (sim, sou boa com datas com alta relevância emocional pra mim), nossa professora passou um exercício.
Tínhamos que, secretamente, atribuir uma característica aos colegas que interagimos por 1 ano no curso.
Vimos muitas características como "alegre, divertida, leve". Mas, algo curioso aconteceu comigo. Quase a metade da turma escolheu (de novo: sem combinar), um adjetivo incomum e até meio difícil de concluir, eu diria: "buscadora". Alguns mais específicos: "buscadora de si".
O autoconhecimento entrou na minha vida em janeiro de 2016 quando eu decidi que sairia da depressão, não importava como. Foi um ano e 10 meses intensos de autoconhecimento até sentir que saí realmente da depressão, após uma sessão de constelação familiar que me colocou no céu, no paraíso, literalmente imediatamente. Vivi 9 meses de pura plenitude e conexão espiritual, até que a vida me defrontou com minhas piores questões de novo e de novo (até hoje), mas agora com recursos pra lidar.
Juntando tudo, temos, então, intensos 8 anos de uma busca intensa por mim mesma.
Pra me resgatar sabe-se lá de onde para ir sabe-se lá pra onde.
Busca pela minha dimensão espiritual - Ok
Busca pela minha paz mental - Ok
Busca pela minha plenitude emocional - Ok
E o corpo?
Negligenciei o corpo. Até perceber que não dá mais pra fazer isso.
Lotada de sintomas físicos, um corpo colapsando, pedindo socorro, não deu mais pra ignorar.
Até porque é impossível a plenitude sem incluir o corpo. Então, por mais que em alguns momentos o corpo permitisse o sentir, na maioria das vezes estava lá, evitando, anestesiado.
Aprendi que isso acontece devido a criação instintiva de "couraças" que nos protegem do sentir para evitar a dor de situações profundamente dolorosas.
A questão é que comecei a me voltar para o corpo. Comecei a ter interesse sobre sintomas físicos e a associação deles a questões emocionais.
Comprei um curso, vou começar um presencial em janeiro, vou também fazer sessões terapêuticas pra isso.
Tudo isso porque quero conseguir voltar a viver com presença, sentindo prazer na vida. Conexão com o mundo, com as coisas, com as pessoas. Por mais que eu ajude as pessoas com isso devido ao meu trabalho, quando é pra mim...a dificuldade me alcança.
Mas como sigo me buscando, não vou parar até me resgatar para a vida que eu mereço viver que nada mais é que uma vida com presença, plenitude e conexão.
Engraçado que tudo retorna ao sentir.
Bons pensamentos para bons sentimentos.
Corpo saudável e conectado para bons sentimentos.
Espirito leve para bons sentimentos.
Se você está vivendo e não está sentindo, você está sendo uma máquina, não um ser humano.
E 90% da minha vida tem sido viver como máquina, não recomendo. Adoece.
E aí que hoje tive uma vitória porque só consigo escrever quando estou sentindo (repara como passo muito tempo sem escrever).
Então, por aqui uma mudança de planos no dia.
Eu ia fazer os exercícios do curso que trabalha o corpo para, afinal, me conectar melhor com o prazer, a vida, as emoções, mas antes mesmo de fazer os exercícios já senti essa conexão e senti que o que eu queria mesmo era estar aqui, escrevendo sobre isso tudo.
Porque se tem algo que me conecta comigo mesmo, esse algo é escrever sobre mim, sobre minha experiência.
É assim desde sempre. A primeira vez que ganhei uma agenda, eu era criança e a pessoa que me deu o presente ficou encantada com a minha reação. Eu tinha uns 12 anos quando fiz meu primeiro blog.
E aí que tivemos hoje um gatilho pra esse desejo de escrever.
Quando fui postar pela milésima vez "Lá vou eu", da Zélia Duncan, apareceu uma música que eu amava, mas nunca mais tinha ouvido. Vou colocar as duas aqui:


Comentários
Postar um comentário