Transbordo.
O ano era 2008, o primeiro da faculdade de filosofia.
O retorno à cidade de São Paulo, agora aos 19, tinha um sabor diferente da primeira vez.
Eu tinha um blog (já tive tantos!). Eu escrevia para mim mesma, embora duas ou três pessoas vez ou outra acabassem lendo (mesma coisa de sempre).
Tirei uma foto dos prédios enquanto ouvia na minha mente "Lá vou eu", da Zélia Duncan (vou deixar a letra no final).
Pula para 2023. Ao ouvir a mesma música que já mencionei, a vontade de escrever me invadiu de novo.
Senti algo que sinto pouco, mas que quando sinto, vibro diferente. Tudo é mais lento, mais especial. É uma sensação que passa rápido no dia-a-dia porque ela se fundamenta no sentir e essa geminiana que vos escreve é atropelada por uma mente frenética que quer atenção, que quer gritar, que quer ser ouvida, deixando quase nenhum espaço para o sentir. Para esse sentir, então! Raro. Curiosamente, tão raro quanto os dias de chuva na minha cidade natal. E hoje... hoje choveu.
Quando chove, minhas águas também transbordam. E quem estuda tarot sabe que isso significa que os sentimentos transbordam.
Os sentimentos que transbordam são tantos, por tanta coisa! Se quiser um exemplo de como isso acontece, vê o texto "pra ela" que eu fiz pra minha amiga que faz aniversário hoje. Eu tenho sorte de poder falar tudo que eu sinto por ela.
Se tem alguém lendo esse blog... Olha, esse é meu jeito meio esquisito de escrever. Bagunçado, misturado e muitas vezes falando coisas que eu tenho a impressão de que só eu vou entender. Isso porque eu não escrevo pra você, eu escrevo pra mim. Continue se quiser...
A letra prometida:


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